HSDD – Pessoas Assexuadas
Mais um daqueles dias que você olha a si mesmo e repara que está disperdiçando vida novamente. Esteja você desempregado, sem estudar, ou até mesmo conversando todo o dia em messengers eletrônicos e em um desses dias, resolvi ampliar meus conhecimentos sobre a mente humana.
Certo dia, enquanto andava de skate nas ruas do bairro, encontrei um amigo skatista e duas garotas, que há anos eu não conversava, então decidi parar ali pra conversar um pouco, afinal de contas, não é todo dia que você encontra seus amigos na rua às 2 horas da madrugada. Papo vai, papo vem, até que tocamos (claro) no assunto de sair, ficação, sexo, etc. Uma dessas garotas, foi muito evasiva nas respostas e se mantia distante enquanto o assunto rolava. Até que as duas se olharam e a mais evasiva disse, que era Assexuada.
Nesse instante, parei e pensei, ‘Não! Ela não é uma planta!”. Quando novo, eu aprendi o que era! Se trata de seres vivos que não precisam de um outro ser do sexo oposto pra se reproduzir. Mas como!? Como poderia ela, ser Assexuada ?
Liguei muitos fatos isolados, como por exemplo o deu nunca ter a visto com homens (saindo, ficando, namorando). Resolvi buscar alguma informação sobre o fato.
Existem mesmo, pessoas Assexuadas. Para identificá-los, encontrei a sigla HSDD, que significa Hypoactive Sexual Desire Disorder.
Depois de ler sites nacionais que são poucos os que abordam o tema, pesquisei também alguns sites gringos e achei citações que explicam bem do que se trata ser um HSDD.
Três quartos dos pacientes que procuram o Centro de Medicina Sexual da Universidade de Boston não sentem qualquer desejo sexual, diz Irwin Goldstein, diretor da instituição, que também é editor do periódico “The Journal of Sexual Medicine”. “Chamamos isso de desordem do desejo sexual hipoativo (HSDD, na sigla em inglês)”, explica ele. Porém, a falta de interesse por sexo não é necessariamente uma desordem ou sequer um problema. A não ser, apressa-se a acrescentar Goldstein, que isso cause sofrimento, ao, por exemplo, causar conflitos no casamento ou na relação amorosa.
Os pássaros praticam a abstinência sexual, e as abelhas também. Mas não necessariamente todos pássaros e abelhas. As abelhas operárias, que são irmãs da abelha rainha, não praticam sexo. E em certas espécies de pássaros –como, por exemplo, a gralha dos arbustos da Flórida– alguns indivíduos, conhecidos como auxiliares, não geram, mas apenas ajudam os pais a criar os filhotes.
Mas será que a indiferença em relação ao sexo poderia também se estender aos seres humanos?
Um número cada vez maior de pessoas diz que sim e apresenta provas. Elas se descrevem como assexuadas, e dizem ser normais, e não o resultado de uma orientação sexual confusa, de um medo da intimidade ou de um lapso temporário do desejo. Elas gostariam que o mundo compreendesse que são capazes de viver felizes sem o sexo.
“As pessoas acham que precisam converter os outros”, diz Cijay Morgan, 42, vendedora de telefones em Edmonton, Alberta [Canadá], que se autodefine como assexuada.”
“Elas são capazes de entender que alguém não goste de música country ou de cebola, ou que não se interesse por aprender a assoviar, mas não podem aceitar que alguém não queira praticar sexo. O que elas não entendem é que muitos assexuados não desejam ser ‘curados’”.
Levando-se em conta a propaganda maciça de drogas para melhorar o desempenho sexual, os esforços no sentido de vender um adesivo de testosterona para aumentar o desejo sexual das mulheres e a abundância de referências sexuais na cultura popular, não é de se surpreender que aqueles que professam não ter impulso sexual sejam mal entendidos, ou pelo menos ignorados.
Em algumas músicas da banda de metal, System of a Down, podemos encontrar algumas letras, que se referem a pornografia, a sodomização e a estranha e aceitável presença disso tudo, na TV, nos rádios, em banners e em todo o local que você possa imaginar. As vezes me pergunto, o porque disso tudo não assustar as pessoas. Todos evoluímos. É fato! Mas não sabemos se estamos caminhando pra uma grande e nova Sodoma. E é sim, estranho, se seu vizinho, ou o meu, vier e te falar que é assexuado! Com aconteceu com a amiga no começo do tópico, isso com certeza é confundido com homosexualidade aos olhos de pessoas que não são íntimas para saberem que a pessoa é um HSDD.
Pessoas assexuadas muitas vezes dizem ter consciência da falta de interesse em sexo desde a adolescência e que, embora isso possa tê-las perturbado, nunca conheceram nada de diferente.
“Descobri que era assexuada mais ou menos na mesma época em que percebi que era baixa, quando tinha cerca de 15 anos”, conta Miss Morgan, de Edmonton, que tem 1,55 m de altura.
“Descobri que era baixinha quando todas foram ficando mais altas que eu, e percebi que não tinha desejo sexual quando todo mundo a minha volta começou a expressar e experimentar tais desejos”.
A Internet ajudou, que pessoas se encontrassem e falassem sobre o assunto. Até foi criado uma rede, com anonimato entre as pessoas para que pudessem tirar suas dúvidas, ou apenas para que se sintam ‘à vontade’ entre pessoas iguais, no Rede de Educação e Visibilidade dos Assexuados.
Pode-se pensar que ao evitar o sexo e todas as emoções e responsabilidades que o acompanham, sem falar dos riscos à saúde, os assexuados podem ter uma vida comparativamente mais fácil.
“Mas creio que nós trocamos tudo isso por um tipo diferente de problema”, diz Jay. “O sexo é peça central da vida de várias formas, e um dos verdadeiros desafios para quem é assexuado é tentar descobrir onde se encaixar”.
O problema costuma aparecer durante a adolescência. “Quando eu tinha 16 ou 17 anos, sabia que o sexo era algo que parecia ser tremendamente importante para todo mundo, só que não entendia por quê”, diz David Warner, 55, escritor técnico e editor, que mora em um subúrbio da região metropolitana de Washington D.C.
Assim como vários outros assexuados, Kate Goldfield, 21, aluna do Goucher College, em Baltimore, já chegou a pensar que fosse lésbica. “Concluí que era gay porque sabia que não gostava de homens”, conta Goldfield. Mas ela diz que depois percebeu que também não se sentia sexualmente atraída por mulheres.
Segundo os assexuados, muita gente lhes diz que passarão a sentir desejo quando encontrarem a pessoa certa ou quando as circunstâncias mudarem, mas que tais previsões simplesmente não se concretizam.
“Por que precisaria tanto da sexualidade na minha vida a ponto de desviar meu tempo e minha energia para descobrir o que despertaria o meu desejo?”, questiona Jay.
Os indivíduos muitas vezes passam por períodos de assexualidade. Muitos casais abdicam do sexo após alguns anos, diz Pepper Schwartz, socióloga da Universidade de Washington em Seattle e autora do livro “Everything You Know About Love and Sex is Wrong” (“Tudo o Que Você Sabe Sobre o Amor e o Sexo Está Errado”).
“Certas pessoas se sentem aliviadas não só relegando o sexo a um segundo plano, mas também abdicando dele de vez”, diz ela.
Jay reconhece que alguns assexuados passaram –ou passarão– algum tempo como sexuados. “Vemos gente na Aven que passa por relacionamentos nos quais de repente passam a gostar de sexo, e vemos muitas que dizem que costumavam gostar de sexo, mas não gostam mais”, afirma.
Um homem de 32 anos de Dallas, cujo nome é Keith (ele se recusou a fornecer o sobrenome) disse ter tentado lidar com a sua assexualidade se casando. “Achei que o fato de me casar me curaria, e que subitamente me interessaria pelo sexo”.
Após seis anos de casamento, ele se divorciou, e atualmente vive com um homem mais jovem em um relacionamento que descreve como amoroso e romântico, mas sem sexo.
Jay diz acreditar que as pessoas assexuadas podem aprender a chegar a um acordo quanto ao relacionamento com indivíduos sexuados.
“No segundo grau e na faculdade, quando percebia que alguém estava dando em cima de mim, caía em uma atitude defensiva e dizia a mim mesmo que a coisa não podia dar certo”, conta ele. “Mas depois disso percebi que se alguém se aproximar de mim sexualmente, isso significa que essa pessoa gosta da minha personalidade”.
Nos últimos meses muita gente entrou na rede de assexuados da Internet para aprender a entender melhor os parceiros e cônjuges sexuados, diz Jay.
“Existe um desejo real dessas pessoas de descobrir como administrar relacionamentos sem sexualidade”, explica ele. “Ainda não temos algo como um livro de auto-ajuda sobre o assunto”.
Se você se considera estranho, por se como essas pessoas que relataram tais fatos, não se preocupe. O tempo e dinheiro que você gastaria com sexo e festas carnais, você pode investir em coisas boas, tais como estudos, ou se concentrar mais em seu emprego, enfim, acho que as pessoas apenas trocam a dedicação que dariam ao lado sexual, para outros pontos. Seja no esporte, na faculdade, seja no video-game, essas pessoas devem ser sempre bons no que fazem, mas aqui entre nós, sexo é muito bom!
Cortesia:
UOL
The New York Times
[Mega Spoiler ABC] Será que vazou???
Atenção: O que se segue pode ser um mega spoiler, somente para quem está assistindo a partir da 5 temporada pra frente. Se você não quiser saber fatos relacionados ao futuro de LOST, não continue a ler… Vi isso em outro fórum sobre lost nos EUA, e estou abismado. Será??? Parece que vazou na internet alguns scratchs dos storyboards criados para os últimos episódios de LOST, para a 6 temporada. Aparentemente, tudo indica que o desfecho da história se dará com a descoberta de que a ilha na verdad é uma solidificação vulcânica que aconteceu sobre uma imensa estrutura de fonte alienígena. Possivelmente de uma civilização antiquíssima já extinta que controlava a viagem pelo universo através de wormholes. Presente na superfície da Terra por milhões de anos ( uma colisão em uma das viagens, talvez ) e com seu sistema de propulsão ligado, essa nave travou uma região a sua volta em um loop infinito no tempo, com diversos outros loops internos. A ponta que restou da nave para fora da superfície é o que Ben chama de “templo”.
http://img282.imageshack.us/img282/1043/3ie6.jpg
http://img337.imageshack.us/img337/5494/frozenjunglekg8.jpg
O monstro seria o sistema de controle dessa nave através da quarta dimensão, limpando os distúrbios que a passagem da nave através dos wormholes possam causar no tempo. O distúrbio magnético controlado pelo botão a cada 108 minutos na escotilha é única maneira encontrada pela iniciativa Dharma para prender a ilha e a nave por debaixo dela de se perder no tempo-espaço, pois a mesma se encontra descontrolada a milenios, fazendo a ilha viajar no tempo. A explicação de LOST é que a ilha e a nave por debaixo dela, de fonte alienígena desconhecida que viaja através de wormholes, influenciou todas as culturas do mundo moderno desde os primórdios, como a cultura egípcia.
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